segunda-feira, 28 de outubro de 2013
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Carta de paz
São Bernardo do Campo, 24 de outubro de 2013
Prezado você,
Escrevo essa carta porque eu quero paz no mundo, é difícil entender como as pessoas conseguem viver assim, viver com tantas guerras. Pra que tanta violência? Essas perguntas são muito difíceis de responder.
Se as pessoas resolvessem se manifestar civilizadamente seria muito melhor.
Não precisava de violência, não precisa desses conflitos que existem.
Quase todo instante eu penso em como seria bom se não existisse guerra, seria muito bom se existisse a paz mundial, eu acho que terá um dia em que a paz ira dominar. E quando esse dia chegar será ótimo.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Síntese do livro " Uma garrafa no mar de gaza"
O livro relata a história de uma menina chamada Tal que era israelense e morava em Tel Aviv, um dia resolveu escrever uma carta, porque perto da casa dela uma jovem morreu em um Cibercafé e estava a poucas horas de se casar, nessa carta estava escrito uma mensagem de paz, porque o país dela (Israel) estava em conflito com um ''país'' vizinho (Palestina), então pediu para o seu irmão que era enfermeiro militar colocar a mensagem que estava dentro de uma garrafa e jogar no mar de Gaza.
Tempos depois um palestino chamado Naim encontrou essa carta na areia ele leu e respondeu para Tal sendo grosseiro com ela.
Eles conversam por vários meses. Um Tal sofreu um acidente causado pelo conflito, um ônibus tinha explodido perto de onde Tal estava, Naim fica muito preocupado com Tal, e percebe que esta se apaixonando por Tal, mas ele não quer que essa paixão exista, então cria uma imagem em que ela é feia, gorda e que nunca ia dar certo o namoro dos dois.
Quando Tal manda um e-mail para Naim ela diz que iria por uma foto para ele vê como ela é, quando ele vê a foto dela ele fica mais apaixonado por ela.
Um dia Naim escreve um e-mail para Tal dizendo que seria o último e-mail dele, ele diz que não é para ela responder, porque ele queria esquecer um pouco ela, e também fala que ele iria para o Canadá estudar e daqui 3 anos era para ela encontrar ele em frente uma fonte em Roma, e ele estaria segurando a garrafa com a mensagem de baixo do braço.
Eu acho que todos deveriam ler esse livro para saber que o mundo tem conflitos, e que mesmo com conflitos a esperança entre as nações ficarem em paz.
Biografia de Valérie Zenatti
Valérie Zenatti nasceu em Nice, em 1970 e, com a idade de treze anos, se mudou com sua família para Israel, onde se estabeleceram em Beersheba, no deserto de Negev. Quando tinha dezoito anos, ela fez o serviço militar, que é exigido de jovens homens e mulheres da mesma forma e logo depois retornou à França. Ela trabalhou lá como au pair, vendedora, jornalista e professor de hebraico. Hoje, ela é um autor freelance, roteirista e tradutor e está profundamente envolvido com o trabalho de Aharon Appelfeld.
Seus livros para crianças e adultos jovens, em grande parte inspirados por suas experiências pessoais, se preocupam tanto com as experiências das crianças e as culturas juvenis e as vidas cotidianas de jovens em meio aos conflitos culturais, políticas e religiosas entre Gaza e Jerusalém.Um exemplo disso é »Quand j'étais soldate" (2002; Eng »Quando eu era um soldado", de 2005.), Que descreve seu próprio tempo no serviço militar, dando conta da vida como um soldado do sexo feminino, representando o lento transição da infância para a idade adulta. Ele descreve o caminho do personagem principal, Valérie, a partir de seus exames, através de seu ingresso no exército, às rotinas e exercícios militares e falta de sono e privacidade. O jovem imigrante, cheio de curiosidade, está entusiasmado com seu trabalho em contra-espionagem e, pela primeira vez, sente-se um sentimento de pertença. No entanto, ainda há momentos em que as imagens do inimigo e as razões de seu próprio comportamento tornar-se turva. O autor descreveu sua abordagem para escrever o livro em uma entrevista com o The Times »«: »É mim, mas não sou eu. [...] É a minha história, mas eu escrevi-o como um romance.Não é um livro de memórias exata."
Embora haja uma notável ausência de discussão política neste romance para jovens adultos, seu segundo livro, »Une bouteille dans la mer de Gaza" (2005, Eng. »A Garrafa no Mar de Gaza", 2008) reflete sobre a política de Valérie Zenatti confronto em seus primeiros anos em Israel. As vidas anos Tal dezessete na parte judaica de Jerusalém. Depois de um atentado suicida em um lugar público no bairro, ela decide dar uma cara para o chamado inimigo na Faixa de Gaza. Através de mensagens em garrafas e coincidências, ela começa a conhecer a 20 anos de idade Naïm. Os dois se comunicam por e-mail. Esta é uma descrição narrativa do primeiro passo para aproximar-se e superar os estereótipos arraigados de posições culturais e políticas.
Valérie Zenatti tem escrito adaptações cinematográficas de livros »En retard pour la guerre" (2006, t: Tarde para a guerra) e »Une bouteille dans la mer de Gaza". O último foi nomeado, em 2007, tanto para o Prêmio Alemão de Jovem Adulto Ficção eo Prêmio Gustav-Heinemann. Valérie Zenatti vive em Paris.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Israel X Palestina 2
O caminho de Jerusalém a Ramallah é em parte ladeado por um muro de mais de oito metros de altura, que termina num emaranhado de arame farpado. Suas dimensões ficam mais claras quando mulheres, apequenadas, passam a pé ao seu lado. A estrutura é um fragmento da barreira que separa Israel da Cisjordânia – território palestino que abriga, no entanto, diversas colônias judaicas. Segundo os dados mais recentes do Ministério da Defesa de Israel, a barreira tem hoje 515 quilômetros de extensão. Quando estiver terminada, terá 790 quilômetros – 93% de arame, 7% de concreto. Sua construção teve início há dez anos, em meados de 2002, no auge do levante palestino conhecido como Segunda Intifada. Na época, atentados praticados por homens-bomba haviam se tornado um flagelo permanente nas cidades israelenses. Erguidos para impedir a movimentação dos terroristas, muros e cercas cumpriram sua função: em 2002, atentados mataram 450 judeus, contra 25 em 2011. Hoje, a maior parte dos ataques ao território israelense se deve aos morteiros Qassam lançados pelo Hamas, grupo fundamentalista islâmico que controla Gaza, o outro enclave dos palestinos, na fronteira com o Egito e às margens do Mediterrâneo. Arame e concreto são, no entanto, apenas a parte visível do sistema de controle que Israel consolidou na última década - e que hoje define o conflito entre judeus e palestinos.
Antes da Segunda Intifada, que teve início em 2000, o tema das fronteiras entre Israel e uma futura nação palestina era o que mobilizava as lideranças dos dois lados. Em 1993, um acordo foi firmado em Oslo, na Noruega, visando à criação de dois estados e indicando quais seriam os limites territoriais de cada um. As negociações, no entanto, logo emperraram. Nos anos seguintes, assentamentos judeus proliferaram na Cisjordânia. Em paralelo, radicais palestinos lançavam mão do terror, até que a escalada de atentados nas maiores cidades de Israel provocou a construção da barreira de segurança e marcou o fim desse momento no confronto entre os dois povos.
Como têm observado diversos analistas, o fracasso do processo político que pretendia culminar na criação de dois estados teve duas consequências. A primeira foi reforçar, na prática, o controle de Israel sobre toda a terra que se estende da margem ocidental do rio Jordão às praias do Mediterrâneo. Mesmo sem governar formalmente os territórios palestinos de Gaza e da Cisjordânia, é Israel quem define, com uma miríade de passes, autorizações e registros, quem pode entrar ou sair dessas áreas, quem nelas pode fixar residência ou exercer atividades econômicas, quais os bens que nelas podem circular.
Na viagem de Jerusalém a Ramallah, por exemplo, é necessário passar por um checkpoint, onde militares israelenses armados com fuzis fazem a fiscalização das pessoas que transitam por ali. Para quem sai de Israel e entra na Cisjordânia, o controle é um pouco menor, especialmente se os passageiros dos veículos não usam os trajes árabes. Na volta, a fila pode durar horas. "Nas passagens feitas para os colonos judeus, os carros raramente são parados", explica um taxista de origem árabe, mas portador do documento de identidade azul, que lhe dá acesso mais fácil a Jerusalém e outras áreas israelenses. A identidade verde, da maioria dos palestinos que vivem na Cisjordânia, exige de seu portador permissões específicas para cada deslocamento: por motivo religioso, de saúde, de trabalho etc.
O controle militar e burocrático, é óbvio, também se reflete na economia dos territórios palestinos. Em 2011, registrou-se um aumento de 7% no comércio entre Israel e Cisjordânia. Foi significativo o crescimento da compra de produtos palestinos pelos israelenses, segundo dados fornecidos pelo Ministério de Relações Exteriores de Israel. "Temos trabalhado intensamente nos últimos anos com os palestinos e a comunidade internacional para garantir o desenvolvimento econômico da Palestina e diminuir os obstáculos para seu progresso", diz a diretora do escritório de assuntos econômicos do Ministério de Relações Exteriores israelense, Yael Ravia-Zadok. Mas, segundo Filippo Grandi, maior autoridade da ONU em assuntos humanitários no Oriente Médio, essa evolução econômica é "artificial e inconstante". Diz ele: “O comércio depende de muitas aprovações e restrições.”
A segunda consequência do colapso dos acordos de Oslo foi trazer de volta para a dianteira o elemento étnico e cultural que sempre esteve no cerne do embate entre judeus e palestinos, mas que parecia ter ficado em segundo plano nos anos em que as negociações versavam sobre terra e fronteiras. Isso, obviamente, é uma péssima notícia. Em lutas desse tipo, há muito pouco espaço para compromissos.
Um sinal do novo peso do elemento étnico no conflito é emitido pelos árabes que vivem em Israel propriamente dito – uma minoria de cerca de 1,4 milhão de pessoas, contra 7 milhões de judeus. Legalmente, eles desfrutam de cidadania – mas reclamam continuamente de discriminação política e de receberem fatias significativamente menores do dinheiro do estado para financiar, por exemplo, educação ou moradia. Segundo um artigo recente da revista britânica The Economist, isse se traduz em descrença nas instituições de Israel e em crescente identificação com os palestinos dos territórios ocupados. Diz a reportagem: “Muitos que costumavam se identificar como árabes israelenses hoje se apresentam como ‘palestinos com cidadania de Israel’.” Conselheiro do gabinete de Ehud Barak, primeiro-ministro de Israel entre 1999 e 2001, o cientista político Menachem Klein, da universidade de Bar Illan, é um dos mais destacados defensores da tese de que segurança e etnia são hoje as questões-chave não somente para grupos minoritários, mas para a maioria da população judaica, num processo que enfraquece as bases da democracia israelense. “Ao contrário do que acontecia na década de 1990, quanto a sociedade israelense se mostrava mais aberta que nunca aos valores liberais, hoje os judeus de Israel se sentem menos inclinados a incluir os palestinos em sua esfera política”, diz ele no livro The Shift: Israel-Palestine from Border Struggle to Ethnic Conflict.
Desde sua fundação, em 1948, Israel foi alvo do ódio irracional da vizinhança muçulmana. Do Hamas na Faixa de Gaza ao regime iraniano dos aiatolás e de Mahmoud Ahmadinejad, o estado judeu permanece na mira de grupos que não aceitam que sua existência é legítima e que declaradamente buscam a sua destruição. Nessas circunstâncias, um sistema poderoso de segurança e vigilância é um imperativo. Mas, a longo prazo, manter sistemas desse tipo representa um ônus para sociedades democráticas - o que Israel sempre foi e continua sendo. É contra esse pano de fundo que o site de VEJA publica a partir deste sábado uma série de reportagens especiais, mostrando a textura da vida cotidiana para judeus e palestinos no momento atual. Em uma cidade israelense, por exemplo, brinquedos de crianças são também abrigos contra ataques com foguetes, e as mulheres não usam saltos nas ruas porque precisam estar prontas para correr a um sinal de perigo. Enquanto em um campo de refugiados palestinos, os moradores precisam de acompanhamento médico e psicológico para superar os traumas de terem suas casas invadidas e parentes presos no meio da noite.
Primavera Árabe
Os ataques a civis e militares na Síria podem ser entendidos a partir do significado do termo Primavera Árabe, ou seja, uma expressão criada para designar a onda de protestos que marcou os países árabes a partir do final de 2010. Esse entendimento é importante, mas a Primavera Árabe não foi iniciada na Síria e sim, na Tunísia com a derrubada do ditador Zine El Abidini Ben Ali.
Síria, Tunísia, Líbia e Iraque são apenas alguns dos países nos quais as milícias rivais estão intensificando uma guerra que não tem dia e nem hora para acabar. A Primavera Árabe se caracteriza pelos múltiplos protestos e conflitos entre diferentes grupos que querem assumir o poder e perpetuá-los como uma forma de dominar a população, mas também representa a luta de uma sociedade que está cansada dos conflitos em torno de questões econômicas, políticas, sociais, culturais e sexuais.
O alto índice de desemprego, inflação, corrupção e preconceito são apenas um exemplo das mazelas existentes nos países árabes e que são ou foram tão comuns em países da América Latina e que hoje estão representados na Primavera Árabe como um despertar da sociedade cansada e afligida pela situação atual desses países.
Estudiosos dos conflitos árabes afirmam que a Primavera Árabe é resultado de três formas de conflitos. O primeiro conflito se refere à falta de identidade de um povo que se divide entre a confirmação da identidade nacional árabe e a religiosidade extrema característica do islamismo que influencia todas as áreas da população.
O segundo conflito está relacionado aos habitantes das regiões rurais e nas quais o conservadorismo é mais acentuado e habitantes de regiões citadinas, que tendem a ser menos religiosos e adotam uma postura ocidentalizada.
O terceiro e último conflito, mais sectarista, acentua a rivalidade entre os xiitas do Islã que estão se espalhando pela região e que pode resultar num governo ainda mais ditador e autoritário do que já tiveram ou mantêm em alguns países.
O resultado mais aterrorizante dos conflitos pode ser notado na Síria, acusada de usar armas químicas contra a população, principalmente na periferia de Damasco. A Síria é um dos poucos países que não fazem parte do tratado internacional que proibe armas químicas e que por isso se acha no direito de massacrar a população que clama por seus direitos.
Outros países árabes, apesar do tratado internacional sobre o uso de armas químicas, podem seguir o mesmo caminho da Síria, causando um conflito ainda maior e provocando a morte de milhares de pessoas inocentes.
Referência: http://www.dm.com.br/texto/139891-primavera-arabe-e-os-ataques-na-saria
Israel X Palestina
A terra da palestina é considerada sagrada para as três maiores religiões do planeta. As raízes desse conflito remontam do início do século XX, quando colonos judeuscomeçaram a migrar para a região com base no movimento sionista, que tinha comoobjetivo a formação de um estado judeu na palestina, que, segundo a maior parte dosjudeus, seria a única maneira de se refugiar de perseguições (cruzadas,progroms e porfim o holocausto). Esse foi um reino judeu onde os judeus viveram por muitos séculos. Após asegunda diáspora judaica, com a destruição de Jerusalém, os judeus foram para outros paísesda Ásia Menor, África ou sul da Europa. As comunidades judaicas estabelecidas nos países doLeste Europeu ficam conhecidas como Asquenazi (netos de Noé). Os judeus do norte da África(sefardins) migram para a península Ibérica. Expulsos de lá pelo crescente cristianismo doséculo XV, migram para os Países Baixos, Bálcãs, Turquia, Palestina e, estimulados pelacolonização europeia, chegam ao continente americano. Somente após as revoltas contra osRomanos, de 70 a 135 DC, a terra, Judéia, recebeu dos romanos o nome de Palestina. Os povosárabes também habitaram essa terra por séculos. Suas presenças aumentaramsignificativamente após a conquista muçulmana no século VII. As vidas e tradições doshabitantes são muito ligadas aos lugares dessa terra, onde muitos tiveram ancestrais porinúmeras gerações. Jerusalém é um centro cultural, social e religioso tanto para os judeusquanto para os árabes. Atualmente existe uma maioria judaica de 5 milhões de pessoas e cercade 4,5 milhões de árabes.Até 1917, o Império Otomano ocupava toda a região. Depois de perder a I Guerra Mundial, osotomanos entregaram seu controle de 500 anos às forças aliadas, que decidiram dividir oantigo império em países.O primeiro-ministro britânico, Lord Balfour, reconheceu o direito histórico do povo judeu à suaterra natal. A Inglaterra foi autorizada pela Liga das Nações para promover a criação de umestado judeu. O estado judeu originalmente incluía não apenas a Cisjordânia, mas também a margem direita do rio Jordão. Essa autorização da Liga das Nações, que incluía a Cisjordânia, foi reafirmada pela ONU após a II Guerra Mundial.Possíveis soluções para o conflito: As soluções 1 e 2 envolveriam a eliminação do outro lado pela força. O1) Os árabes ficam com toda a terra resultado mais provável dessas soluções seria que ambos os lados iriam lutar entre si até a destruição mútua. Apenas um genocídio e deportação em larga escala poderia trazer tal cenário.2) Os judeus ficam com toda a terra A solução 3, o Estado bi-nacional, pode até soar atraente na teoria, mas seria impraticável dado o nível de tensão e ódio entre as partes. Além disso, esse3) Um Estado bi-nacional para judeus e árabes tipo de solução contraria os anseios por autonomia e autodeterminação de cada um dos povos. A única possibilidade de alcançar uma paz duradoura seria através da4) Dois Estados para Dois Povos existência de dois estados independentes: Israel e Palestina, vivendo lado a lado, com fronteiras seguras e mutuamente reconhecidas. Com o fim do mandato britânico, a Resolução 181 da Assembleia Geral das Nações Unidas recomendou a criação de dois Estados, um judeu e um árabe. Os judeus aceitaram e passaram a criar o Estado de Israel, enquanto os árabes recusaram o compromisso e iniciaram uma guerra para destruir o recém-criado Estado judeu. E, portanto, a Resolução 181 ficou sem validade legal. No final da Guerra da Independência, foi formada uma linha de cessar fogo, quando as forças israelenses pararam de lutar. Por insistência dos líderes árabes, essa linha foi definida como não tendo nenhum significado político. Embora essa linha seja comumente chamada de fronteira de 1967, ela não é de 1967 e nunca foi uma fronteira internacional. É por isso que a definição legal mais exata para a Cisjordânia, não é como sendo um território ocupado, mas sim, um território em disputa. A presença de Israel na Cisjordânia é o resultado de uma guerra de autodefesa. A Cisjordânia não deveria ser considerada ocupada porque não havia nenhum poder soberano legal na área. O plano de separação de 1947 não tem nenhuma validade atual, enquanto que o direito de Israel a terra foi claramente reconhecido pela comunidade internacional do século XX. É por isso que a construção de assentamento israelenses na Cisjordânia não deveria ser considerado ilegal.
Por motivos históricos, religiosos, políticos e materiais, israelenses e palestinos disputam continuamente pela soberania da Palestina, região do Oriente Médio. O conflito, que se insere no contexto maior das disputas entre árabes e israelenses, remonta ao século 19, quando o movimento sionista e o nacionalismo árabe começaram a ganhar forma. Reivindicada por ambos os grupos, a Palestina é o cenário de muitas narrativas bíblicas, sendo apontada como o local onde teria florescido a antiga monarquia hebraica, posteriormente desmembrada nos reinos de Israel e Judá. É também o berço de muitas outras civilizações semíticas, muitas das quais coexistiram com os povoados hebreus ou os que precederam.
Em 1897, em grande parte devido à intensificação do antissemitismo europeu, foi fundado o movimento sionista. Esse movimento pregava um retorno dos judeus à Palestina, além do estabelecimento de um estado nacional judeu na região. Organizações sionistas internacionais logo começaram a patrocinar a migração de judeus para a Palestina. A aquisição de terras por parte de imigrantes judeus foi vista com hostilidade por líderes árabes da região, que também passaram a lutar pela criação de um estado árabe. Entre 1920 e 1948, após a derrota do Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial, o território da Palestina esteve sob controle do Reino Unido, que já havia declarado sua intenção de favorecer a criação de um estado judaico na região por meio da “Declaração de Balfour” de 1917.
Em 1947, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou um plano de partilha da Palestina, criando um estado judeu e um estado palestino. O acordo não foi aceito por palestinos e lideranças árabes, que iniciaram uma campanha militar contra o recém-fundado estado de Israel. A guerra árabe-israelense de 1948 culminou com a derrota dos exércitos da Síria, do Jordão, do Iraque e do Egito e com a expansão das fronteiras israelenses para além do que fora estipulado pela ONU. Em 1967, na Guerra dos seis dias, judeus e árabes entraram novamente em confronto, tendo Israel conquistado o território do deserto do Sinai, a faixa de Gaza, a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e as colinas de Golã. Quase todo o território palestino passou para as mãos de israelenses. Em 1982, os israelenses se retiraram da faixa de Gaza após assinar um acordo com o governo egípcio.
Entre 1987 e 1993, palestinos se sublevaram contra o estado de Israel em uma série de protestos violentos caracterizados pelo uso de armas simples, como pedras e paus, episódio que ficou conhecido como Intifada. Em 1993, em Oslo, Israel se comprometeu a devolver os territórios ocupados durante a guerra dos seis dias em troca de acordos de paz definitivos com as lideranças árabes, representadas pela Organização para Libertação da Palestina (OLP). Em 1998, foi assinado o acordo de Wye Plantation, por meio do qual os israelense entregaram aos palestinos várias áreas ocupadas.
Em julho de 2000, em Camp David (EUA), o líder palestino Yasser Arafat e o premiê israelense Ehud Bara se reuniram para fazer um acordo visando resolver questões mais delicadas, mas não obtiveram sucesso. No mesmo ano, teve início uma nova rebelião popular palestina contra Israel, a chamada “segunda intifada”. A partir de 2002, intensificaram-se os atentados terroristas e ataques suicidas organizados por grupos extremistas contra Israel. Como consequência, os israelenses invadiram áreas palestinas autônomas e cercaram a sede de Arafat em Muqata, onde o líder palestino permaneceu até sua morte, em 2004. Em 2005, Israel, por iniciativa do premiê Ariel Sharon, coordenou um amplo plano de retirada de assentamentos judaicos da região de Gaza.
Recentemente, a região assistiu a uma leva de atentados terroristas promovidos pela organização extremista palestina Hamas e à escalada da violência por parte das autoridades israelenses. O premiê Benjamin Netanyahu e o líder palestino Mahmoud Abas, ligado à Fatah, organização palestina moderada, continuam dialogando pela resolução de questões polêmicas.
Referências: http://acervo.estadao.com.br/noticias/topicos,israel-x-palestinos,888,0.htm
Estado-Nação
A ideia de Estado-nação nasceu na Europa em finais do século XVIII e inícios do século XIX. Provém do conceito de "Estado da Razão" do Iluminismo, diferente da "Razão de Estado" dos séculos XVI e XVII. A Razão passou a ser a força constituidora da dinâmica do Estado-nação, principalmente ao nível da administração dos povos. A ideia de pertença a um grupo com uma cultura, língua e história próprias, a uma nação, foi sempre uma das marcas dos europeus nos últimos séculos, ideal que acabariam por transportar para as suas projeções coloniais. Há um efeito psicológico na emergência do Estado-nação, pois a pertença do indivíduo a tal estrutura confere-lhe segurança e certeza, enquadramento e referência civilizacional. O Estado-nação afirma-se por meio de uma ideologia, uma estrutura jurídica, a capacidade de impor uma soberania, sobre um povo, num dado território com fronteiras, com uma moeda própria e forças armadas próprias também. É na sua essência conservador e tendencialmente totalitário.
O aparecimento do Estado-nação corresponde à fase nacionalista do Ocidente e ao seu processo de industrialização. Assim, o seu surgimento justificou investimentos tecnológicos e com eles lucrou, fomentando as economias nacionais e gerando capacidades militares de defesa e mesmo de ataque. Além do mais, transformou o nacionalismo numa ideologia que não mais parou de ganhar adeptos e permitiu aspirações de natureza económica e territorial. Marx defendeu ainda que o proletariado era apátrida, era internacional, mas a Primeira Guerra Mundial, na sua origem como nas suas consequências, acabou por reforçar a ideia do Estado-nação e dos nacionalismos. Estes foram combatidos pela União Soviética, plurinacional mas internacionalista, mas que na sua desagregação acabaria por ver irromper, no seu antigo território, tantos Estados-nações amordaçados durante mais de setenta anos. A União Soviética, no entanto, não era um Estado-nação, mas um conjunto de 15 Estados-nações e mais de 100 povos por eles espalhados, muitos nómadas e clânicos mas, com a sovietização, enquadrados dentro de limites territoriais impostos por Moscovo.
Se nasceu entre as potências colonizadoras no século XIX, também nesta centúria o conceito de Estado-nação ganharia os povos da Europa de Leste, ameaçando ruir os antigos impérios dinásticos da Europa, nomeadamente o Austro-Húngaro, em cujo seio estalou a Primeira Guerra Mundial, graças a um estudante sérvio que lutava pela proclamação de um Estado para a sua nação sérvia. Era a época dos nacionalismos e da emergência das nacionalidades, que Estaline reprimiria na União Soviética e que Hitler tentara subjugar com o nazismo, mas que acabou por sair da Europa e conquistar outros continentes, acelerando a descolonização africana, por exemplo. Nalguns casos, no pós-Segunda Guerra, o nacionalismo ganhou um cariz religioso, como o Irão xiita, noutros assumiu o comunismo como bandeira ideológica e política.
Mas na Europa, com Charles de Gaulle e Jean Monet, por exemplo, sem se perder a ideia do Estado-nação, criou-se, com a Comunidade Europeia, a Europa das Nações, que tem paralelo militar e político na NATO e até nas Nações Unidas. As nacionalidades não se diluíram, pelo contrário, como nos Balcãs, antes se agruparam na prossecução de interesses e estratégias que só em comum em concertação poderiam superar crises e estabelecer vias e metas para o futuro. Outros pontos do globo, a ideia de um povo, uma língua, um território, logo uma nação, daí a necessidade de Estado, a independência enfim, tem pulverizado e retalhado antigos grandes Estados, gerando conflitos e escaladas de violência inusitadas.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
QUESTÕES DE HISTÓRIA
1) O que é um estado nação? Quais são suas principais características? Quando começaram a ser importantes para a história da Europa e da América?
R: O estado nação afirma-se por meio de uma ideologia, uma estrutura jurídica, a capacidade de impor uma soberania , sobre um povo , num dado território com fronteiras , com uma moeda própria e forças armadas próprias também.
O aparecimento do estado nação corresponde à fase nacionalista do Ocidente e ao seu processo de industrialização. Assim, o seu surgimento justificouinvestimentos tecnológicos e com eles lucrou, fomentando as economiasnacionais e gerando capacidades militares de defesa e mesmo de ataque. Alémdo mais, transformou o nacionalismo numa ideologia que não mais parou deganhar adeptos e permitiu aspirações de natureza econômica e territorial.
2) Porque é importante diminuir os territórios? E estabelecer identidades nacionais? E governos próprios?
R: Isso é necessário pois caso essas coisas não sejam feitas , necessariamente gerariam conflitos internos e externos. Poderiam ocorres discordâncias em conjunto.
3) O que é um estado Laico?
R: Estado laico significa um país ou nação com uma posição neutra no campo religioso. Também conhecido como Estado secular, o Estado laico tem como princípio a imparcialidade em assuntos religiosos, não apoiando ou discriminando nenhuma religião.
Um Estado laico defende a liberdade religiosa a todos os seus cidadãos e não permite a interferência de correntes religiosas em matérias sociopolíticas e culturais.
4) Alguns episódios de confrontos entre Israel x Palestina:
R: Os conflitos entre Israel e Palestina nasceram em tempos remotos, pois se enraízam nos ancestrais confrontos entre árabes e israelenses. Mas os embates entre estes povos, que detêm a mesma origem étnica, recrudesceram no final do século XIX, quando o povo judeu, cansado do exílio, passou a expressar o desejo de retornar para sua antiga pátria, então habitada em grande parte pelos palestinos, embora sob o domínio dos otomanos. O ideal judaico de retorno á terra natal de seus antepassados é conhecido como Sionismo, vigente desde 1897, estimulado pela Declaração de Balfour, iniciativa britânica, que dá aos judeus aquilo que até então eles não tinham, direitos políticos próprios de um povo. Neste momento, vários colonos judeus começaram a partir na direção da terra prometida.
Conflito de 1948: A guerra árabe-israelense de 1948, geralmente conhecida pelos israelenses como Guerra da Independência ou Guerra da Liberação é considerada pelos palestinos como parte de al-Nakba , isto é, 'A Catástrofe', começou em 15 de maio de 1948, logo após a declaração de independência de Israel, e terminou após os vários acordos de cessar-fogo entre israelenses e árabes, firmados entre fevereiro e julho de 1949. A guerra foi um desdobramento da Guerra Civil na Palestina Mandatária (1947-1948). A guerra foi declarada pelos estados árabes, que haviam rejeitado o Plano da ONU de Partição da Palestina (Resolução 181 das Nações Unidas), segundo o qual a Palestina, ainda sob mandato britânico, seria dividida em um estado árabe e um estado judeu. Os confrontos tiveram início, no dia seguinte, em 15 de maio de 1948, exércitos árabes combinados atacaram Israel por três frentes diferentes. O objetivo declarado deles era a aniquilação total de Israel, o que, presumivelmente, incluiria a matança de todos os judeus que resistissem, e a expulsão (ou algo pior) dos que sobrassem.
Guerra de 1956: Durante este período deu o surgimento do Nasserismo; a proclamação da República Árabe Unida em 1958 e o seu colapso em 1961; disputas entre Israel e Síria relacionadas com áreas fronteiriças terrestres e marítimas: a continuação dos ataques dos fedayin, principalmente a partir da Síria e da Jordânia e represálias israelitas; e o aumento do alinhamento dos estados árabes com a União Soviética, principal fornecedora de armas. No início da década de 1960, os estados árabes estabeleceram a OLP. O artigo 24º da carta (ou pacto) de fundação da OLP, de 19645 estabelecia: "Esta Organização não exerce qualquer soberania territorial sobre a Cisjordânia, sobre a Faixa de Gaza e sobre a Área de Himmah."
Guerra de 1967: A Guerra dos Seis Dias decorreu entre 5 e 10 de Junho de 1967. Foi desencadeada por Israel contra o Egito e a Jordânia nos termos de uma guerra preventiva, já que o estado israelita sentia-se ameaçado pela política pan-árabe do presidente egípcio Nasser (que se traduziu em alianças militares com a Síria e a Jordânia) e pela partida de forças das Nações Unidas presentes no Sinai desde 1956. Alegando iminente um ataque do Egito e da Jordânia, Israel antecipou-se, atacando preventivamente. Reconhece-se atualmente, entretanto, que não havia quaisquer intenções agressivas dos países árabes atacados antes da guerra.6 Em consequência da guerra, Israel expandiu-se territorialmente, ocupando a Cisjordânia (conquistada à Jordânia), a Faixa de Gaza e a Península do Sinai (conquistadas ao Egito) e os Montes Golã (conquistados à Síria). A parte da Cidade Antiga de Jerusalém (também chamada Jerusalém Oriental), tomada a 7 de junho por Israel à Jordânia, seria reunificada por Israel com a Cidade Nova, formando um único município sob jurisdição israelita. Em 1980, uma lei israelita declarou Jerusalém como capital eterna e indivisível de Israel, mas a ocupação de Jerusalém Oriental é considerada ilegal do ponto de vista do direito internacional, tendo sido condenada por uma resolução das Nações Unidas.
Yom Kippun: O Yom Kipur ou Kippur é um dos dias mais importantes do judaísmo. No calendário hebreu começa no crepúsculo que inicia o décimo dia do mês hebreu de Tishrei (que coincide com Setembro ou Outubro), continuando até ao seguinte pôr do sol. Os judeus tradicionalmente observam esse feriado com um período de jejum de 25 horas e oração intensa.
5) Principais líderes no contexto de conflitos:
R:
David Bem Gurion: David Ben-Gurion, 16 de Outubro de 1886 — (Tel HaShomer, 1 de Dezembro de 1973), judeu polonês, foi o primeiro chefe de governo de Israel. Ben-Gurion foi um líder do movimento do Sionismo socialista e um dos fundadores do Partido Trabalhista (Miflêguet Haavodá), que esteve no poder em Israel ao longo das primeiras três décadas da existência do Estado.
Theodor Herzl:
A primeira escola de Theodor Herzl foi uma escola primária judaica. Aos 10 anos foi enviado para uma escola real, mas saiu dessa escola por conta do antissemitismo. Depois foi matriculado num colégio evangélico, onde não existiam problemas com o antissemitismo. Em 1878 sua família se mudou para Viena. Formou-se em Direito em 1884 e o seu trabalho inicial não tinha qualquer relação com a vida judaica, pois trabalhava como empregado não assalariado nos tribunais de Viena e Salzburgo. Ele queria muito viver em Salzburgo, mas sua condição de judeu nunca permitiria fazer-se juiz.
Apesar de ser formado em Direito ele se dedicava mais ao jornalismo e à literatura. Ao invés de procurar um emprego fixo, começou a viajar e escrever para jornais.
Gamal Abdel Nasser: Gamal Abdel Nasser, (Alexandria, 15 de janeiro de1918 — Cairo, 28 de setembro de 1970) foi um militar egípcio, presidente de seu país de 1954 até sua morte.
Depois de ter frequentado o ensino lineal entrou na Real Academia Militar, na qual se formou em 1938, onde terá reunido os membros do Movimento dos Oficiais Livres.
6) Primavera Árabe :
R: A Primavera Árabe não se trata de um evento, de algo breve ou de uma estação do ano, trata-se de um período de transformações históricas nos rumos da política mundial. Entende-se por Primavera Árabe a onda de protestos e revoluções ocorridas no Oriente Médio e norte do continente africano em que a população foi às ruas para tirar ditadores do poder, autocratas que assumiram o controle de seus países durante várias e várias décadas.
Tudo começou em dezembro de 2010 na Tunísia, com a derrubada do ditador Zine El Abidini Ben Ali. Em seguida, a onda de protestos se arrastou para outros países. No total, entre países que passaram e que ainda estão passando por suas revoluções, somam-se à Tunísia: Líbia, Egito, Argélia, Iêmen, Marrocos, Bahrein, Síria, Jordânia e Omã. Veja abaixo as principais informações a respeito de cada uma dessas revoluções.
Referências: - http://www.brasilescola.com/geografia/primavera-Arabe.htm - http://pt.wikipedia.org/wiki/Gamal_Abdel_Nasser - http://pt.wikipedia.org/wiki/Theodor_Herzl - http://www.slideshare.net/VanChamma/conflito-israel-x-palestina-16207461 - http://pt.wikipedia.org/wiki/Yom_Kipur - http://www.infoescola.com/historia/conflito-entre-israel-e-palestina/ - http://www.usp.br/agen/?p=141658 - http://www.significados.com.br/estado-laico/
R: O estado nação afirma-se por meio de uma ideologia, uma estrutura jurídica, a capacidade de impor uma soberania , sobre um povo , num dado território com fronteiras , com uma moeda própria e forças armadas próprias também.
O aparecimento do estado nação corresponde à fase nacionalista do Ocidente e ao seu processo de industrialização. Assim, o seu surgimento justificouinvestimentos tecnológicos e com eles lucrou, fomentando as economiasnacionais e gerando capacidades militares de defesa e mesmo de ataque. Alémdo mais, transformou o nacionalismo numa ideologia que não mais parou deganhar adeptos e permitiu aspirações de natureza econômica e territorial.
2) Porque é importante diminuir os territórios? E estabelecer identidades nacionais? E governos próprios?
R: Isso é necessário pois caso essas coisas não sejam feitas , necessariamente gerariam conflitos internos e externos. Poderiam ocorres discordâncias em conjunto.
3) O que é um estado Laico?
R: Estado laico significa um país ou nação com uma posição neutra no campo religioso. Também conhecido como Estado secular, o Estado laico tem como princípio a imparcialidade em assuntos religiosos, não apoiando ou discriminando nenhuma religião.
Um Estado laico defende a liberdade religiosa a todos os seus cidadãos e não permite a interferência de correntes religiosas em matérias sociopolíticas e culturais.
4) Alguns episódios de confrontos entre Israel x Palestina:
R: Os conflitos entre Israel e Palestina nasceram em tempos remotos, pois se enraízam nos ancestrais confrontos entre árabes e israelenses. Mas os embates entre estes povos, que detêm a mesma origem étnica, recrudesceram no final do século XIX, quando o povo judeu, cansado do exílio, passou a expressar o desejo de retornar para sua antiga pátria, então habitada em grande parte pelos palestinos, embora sob o domínio dos otomanos. O ideal judaico de retorno á terra natal de seus antepassados é conhecido como Sionismo, vigente desde 1897, estimulado pela Declaração de Balfour, iniciativa britânica, que dá aos judeus aquilo que até então eles não tinham, direitos políticos próprios de um povo. Neste momento, vários colonos judeus começaram a partir na direção da terra prometida.
Conflito de 1948: A guerra árabe-israelense de 1948, geralmente conhecida pelos israelenses como Guerra da Independência ou Guerra da Liberação é considerada pelos palestinos como parte de al-Nakba , isto é, 'A Catástrofe', começou em 15 de maio de 1948, logo após a declaração de independência de Israel, e terminou após os vários acordos de cessar-fogo entre israelenses e árabes, firmados entre fevereiro e julho de 1949. A guerra foi um desdobramento da Guerra Civil na Palestina Mandatária (1947-1948). A guerra foi declarada pelos estados árabes, que haviam rejeitado o Plano da ONU de Partição da Palestina (Resolução 181 das Nações Unidas), segundo o qual a Palestina, ainda sob mandato britânico, seria dividida em um estado árabe e um estado judeu. Os confrontos tiveram início, no dia seguinte, em 15 de maio de 1948, exércitos árabes combinados atacaram Israel por três frentes diferentes. O objetivo declarado deles era a aniquilação total de Israel, o que, presumivelmente, incluiria a matança de todos os judeus que resistissem, e a expulsão (ou algo pior) dos que sobrassem.
Guerra de 1956: Durante este período deu o surgimento do Nasserismo; a proclamação da República Árabe Unida em 1958 e o seu colapso em 1961; disputas entre Israel e Síria relacionadas com áreas fronteiriças terrestres e marítimas: a continuação dos ataques dos fedayin, principalmente a partir da Síria e da Jordânia e represálias israelitas; e o aumento do alinhamento dos estados árabes com a União Soviética, principal fornecedora de armas. No início da década de 1960, os estados árabes estabeleceram a OLP. O artigo 24º da carta (ou pacto) de fundação da OLP, de 19645 estabelecia: "Esta Organização não exerce qualquer soberania territorial sobre a Cisjordânia, sobre a Faixa de Gaza e sobre a Área de Himmah."
Guerra de 1967: A Guerra dos Seis Dias decorreu entre 5 e 10 de Junho de 1967. Foi desencadeada por Israel contra o Egito e a Jordânia nos termos de uma guerra preventiva, já que o estado israelita sentia-se ameaçado pela política pan-árabe do presidente egípcio Nasser (que se traduziu em alianças militares com a Síria e a Jordânia) e pela partida de forças das Nações Unidas presentes no Sinai desde 1956. Alegando iminente um ataque do Egito e da Jordânia, Israel antecipou-se, atacando preventivamente. Reconhece-se atualmente, entretanto, que não havia quaisquer intenções agressivas dos países árabes atacados antes da guerra.6 Em consequência da guerra, Israel expandiu-se territorialmente, ocupando a Cisjordânia (conquistada à Jordânia), a Faixa de Gaza e a Península do Sinai (conquistadas ao Egito) e os Montes Golã (conquistados à Síria). A parte da Cidade Antiga de Jerusalém (também chamada Jerusalém Oriental), tomada a 7 de junho por Israel à Jordânia, seria reunificada por Israel com a Cidade Nova, formando um único município sob jurisdição israelita. Em 1980, uma lei israelita declarou Jerusalém como capital eterna e indivisível de Israel, mas a ocupação de Jerusalém Oriental é considerada ilegal do ponto de vista do direito internacional, tendo sido condenada por uma resolução das Nações Unidas.
Yom Kippun: O Yom Kipur ou Kippur é um dos dias mais importantes do judaísmo. No calendário hebreu começa no crepúsculo que inicia o décimo dia do mês hebreu de Tishrei (que coincide com Setembro ou Outubro), continuando até ao seguinte pôr do sol. Os judeus tradicionalmente observam esse feriado com um período de jejum de 25 horas e oração intensa.
5) Principais líderes no contexto de conflitos:
R:
David Bem Gurion: David Ben-Gurion, 16 de Outubro de 1886 — (Tel HaShomer, 1 de Dezembro de 1973), judeu polonês, foi o primeiro chefe de governo de Israel. Ben-Gurion foi um líder do movimento do Sionismo socialista e um dos fundadores do Partido Trabalhista (Miflêguet Haavodá), que esteve no poder em Israel ao longo das primeiras três décadas da existência do Estado.
Theodor Herzl:
A primeira escola de Theodor Herzl foi uma escola primária judaica. Aos 10 anos foi enviado para uma escola real, mas saiu dessa escola por conta do antissemitismo. Depois foi matriculado num colégio evangélico, onde não existiam problemas com o antissemitismo. Em 1878 sua família se mudou para Viena. Formou-se em Direito em 1884 e o seu trabalho inicial não tinha qualquer relação com a vida judaica, pois trabalhava como empregado não assalariado nos tribunais de Viena e Salzburgo. Ele queria muito viver em Salzburgo, mas sua condição de judeu nunca permitiria fazer-se juiz.
Apesar de ser formado em Direito ele se dedicava mais ao jornalismo e à literatura. Ao invés de procurar um emprego fixo, começou a viajar e escrever para jornais.
Gamal Abdel Nasser: Gamal Abdel Nasser, (Alexandria, 15 de janeiro de1918 — Cairo, 28 de setembro de 1970) foi um militar egípcio, presidente de seu país de 1954 até sua morte.
Depois de ter frequentado o ensino lineal entrou na Real Academia Militar, na qual se formou em 1938, onde terá reunido os membros do Movimento dos Oficiais Livres.
6) Primavera Árabe :
R: A Primavera Árabe não se trata de um evento, de algo breve ou de uma estação do ano, trata-se de um período de transformações históricas nos rumos da política mundial. Entende-se por Primavera Árabe a onda de protestos e revoluções ocorridas no Oriente Médio e norte do continente africano em que a população foi às ruas para tirar ditadores do poder, autocratas que assumiram o controle de seus países durante várias e várias décadas.
Tudo começou em dezembro de 2010 na Tunísia, com a derrubada do ditador Zine El Abidini Ben Ali. Em seguida, a onda de protestos se arrastou para outros países. No total, entre países que passaram e que ainda estão passando por suas revoluções, somam-se à Tunísia: Líbia, Egito, Argélia, Iêmen, Marrocos, Bahrein, Síria, Jordânia e Omã. Veja abaixo as principais informações a respeito de cada uma dessas revoluções.
Referências: - http://www.brasilescola.com/geografia/primavera-Arabe.htm - http://pt.wikipedia.org/wiki/Gamal_Abdel_Nasser - http://pt.wikipedia.org/wiki/Theodor_Herzl - http://www.slideshare.net/VanChamma/conflito-israel-x-palestina-16207461 - http://pt.wikipedia.org/wiki/Yom_Kipur - http://www.infoescola.com/historia/conflito-entre-israel-e-palestina/ - http://www.usp.br/agen/?p=141658 - http://www.significados.com.br/estado-laico/
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