quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Na janela...

Era tarde de domingo. Como de costume, estava em minha janela observando o movimento das pessoas que por perto trafegavam. Quieta com meus pensamentos, ensimesmada com meus botões, pensava quando seria o dia em que finalmente te veria chegar por lá. Me observaria, encostado do outro lado da rua. Simplesmente algumas trocas de olhares me deixariam envergonhada, afinal não é necessário muito para me deixar assim. Então se aproximaria da calçada e perguntaria meu nome e qualquer outra coisa sem sentido, somente para puxar assunto. Eu perceberia com certa dificuldade, já que não estou acostumada com essas coisas de paquera. A gente poderia conversar, você me pegaria em casa ás oito e poderíamos ir ao cinema. Na volta pra casa, você me levaria até a porta e eu logo diria que iria entrar devido ao frio. Me viraria e você puxaria meu braço delicadamente, e com um olhar encantador me daria um beijo, meu primeiro beijo que seria inesquecível. Bom, tudo isso parece cenas e mais cenas de um filme do mais puro romance não é? Pois bem, é isso mesmo! Continuo em minha janela, no domingo a tarde, sonhando contigo, que não possui rosto, silhueta, caráter ou encanto algum. Continuo aqui, sonhando com alguém que nunca vai chegar, ou pelo menos, não dessa forma tão clichê. Quando acontecer, será nos mais simples padrões dos dias de hoje, quem sabe apenas um simples beijo sem sentimento algum de uma ou ambas as partes? Não saberei até acontecer, mas de uma coisa tenho certeza, farei o possível pra que tudo seja com a pessoa certa e que mesmo não chegando em um cavalo branco,você ao menos chegue cheio, ou pelo menos, com algum verdadeiro amor. Tarefa proposta pela professora Ilvanita de Sousa Barbosa, de Língua Portuguesa, que nos orientou á produção de uma crônica com base em uma imagem selecionada do livro Movimento do Aprender.

Poema II

Nome: A lua foi ao cinema. Autor: Paulo Leminski. A lua foi ao cinema passava um filme engraçado, a história de uma estrela que não tinha namorado. Não tinha porque era apenas uma estrela bem pequena, dessas que, quando apagam, ninguém vai dizer, que pena ! Era uma estrela sozinha, ninguém olhava pra ela, e toda a luz que ela tinha cabia numa janela. A lua ficou tão triste com aquela história de amor, que até hoje a lua insiste: - Amanheça, por favor ! Biografia de Paulo Leminski Paulo Leminski nasceu em 1944 em Curitiba, e foi um escritor, tradutor, poeta, e professor brasileiro, e além de tudo era um lutador de judô faixa-preta. Leminski tornou-se reconhecido por ter inventado seu proprio jeito para escrever poesias, fazendo trocadilhos ou brincando com ditados populares. Paulo Leminski foi também professor de História e de Redação em cursos pré-vestibulares, além de professor de judô. Leminski teve poemas e textos publicados em diversas revistas, escreveu letras de músicas com uma grande influência de MPB (Música Popular Brasileira) chegando até a fazer pareceria com Caetano Veloso.

Poema I

Foi proposto pela professora Ilvanita, que fizéssemos a leitura de alguns poemas, e deles deveríamos selecionar três que tenhamos gostado. Irei publica-los em postagens separadas, junto a biografia de seus altores. Poema I Livro: Nariz de vidro. Título: Bilhete Autor: Mario Quintana Se tu me amas, ama-me baixinho Não o grites de cima dos telhados Deixa em paz os passarinhos Deixa em paz a mim! Se me queres, enfim, tem de ser bem devagarinho, Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda. Biografia de Mario Quintana ( resumo ) Mário Quintana foi um importante escritor, jornalista e poeta gaúcho. Nasceu na cidade de Alegrete (Rio Grande do Sul) no dia 30 de julho de 1906. Trabalhou também como tradutor de importantes obras literárias. Com um tom irônico, escreveu sobre as coisas simples da vida, porém buscando sempre a perfeição técnica. Sua infância foi marcada pela dor e solidão, pois perdeu a mãe com apenas três anos de idade e o pai não chegou a conhecer. Já na fase adulta, Mário Quintana foi trabalhar na Editora Globo. Começou a atuar na tradução de obras literárias. Durante sua vida traduziu mais de cem obras da literatura mundial. Entre as mais importantes, traduziu “Em busca do tempo perdido” de Marcel Proust e “Mrs. Dalloway” de Virgínia Woolf. Com 34 anos de idade lançou-se no mundo da poesia. Em 1940, publicou seu primeiro livro com temática infantil: “A rua dos cataventos”. Volta a publicar um novo livro somente em 1946 com a obra “Canções”. Dois anos mais tarde lança “Sapato Florido”. Porém, somente em 1966 sua obra ganha reconhecimento nacional. Ainda em vida recebeu outra homenagem em Porto Alegre. No centro velho da capital gaúcha é montado, no prédio do antigo Hotel Majestic, um centro cultural com o nome de Casa de Cultura Mário Quintana. Faleceu na capital gaúcha no dia 5 de maio de 1994, deixando um herança de grande valor em obras literárias.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Carta de paz

São Bernardo do Campo, 24 de outubro de 2013 Prezado você, Escrevo essa carta porque eu quero paz no mundo, é difícil entender como as pessoas conseguem viver assim, viver com tantas guerras. Pra que tanta violência? Essas perguntas são muito difíceis de responder. Se as pessoas resolvessem se manifestar civilizadamente seria muito melhor. Não precisava de violência, não precisa desses conflitos que existem. Quase todo instante eu penso em como seria bom se não existisse guerra, seria muito bom se existisse a paz mundial, eu acho que terá um dia em que a paz ira dominar. E quando esse dia chegar será ótimo.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Síntese do livro " Uma garrafa no mar de gaza"

O livro relata a história de uma menina chamada Tal que era israelense e morava em Tel Aviv, um dia resolveu escrever uma carta, porque perto da casa dela uma jovem morreu em um Cibercafé e estava a poucas horas de se casar, nessa carta estava escrito uma mensagem de paz, porque o país dela (Israel) estava em conflito com um ''país'' vizinho (Palestina), então pediu para o seu irmão que era enfermeiro militar colocar a mensagem que estava dentro de uma garrafa e jogar no mar de Gaza. Tempos depois um palestino chamado Naim encontrou essa carta na areia ele leu e respondeu para Tal sendo grosseiro com ela. Eles conversam por vários meses. Um Tal sofreu um acidente causado pelo conflito, um ônibus tinha explodido perto de onde Tal estava, Naim fica muito preocupado com Tal, e percebe que esta se apaixonando por Tal, mas ele não quer que essa paixão exista, então cria uma imagem em que ela é feia, gorda e que nunca ia dar certo o namoro dos dois. Quando Tal manda um e-mail para Naim ela diz que iria por uma foto para ele vê como ela é, quando ele vê a foto dela ele fica mais apaixonado por ela. Um dia Naim escreve um e-mail para Tal dizendo que seria o último e-mail dele, ele diz que não é para ela responder, porque ele queria esquecer um pouco ela, e também fala que ele iria para o Canadá estudar e daqui 3 anos era para ela encontrar ele em frente uma fonte em Roma, e ele estaria segurando a garrafa com a mensagem de baixo do braço. Eu acho que todos deveriam ler esse livro para saber que o mundo tem conflitos, e que mesmo com conflitos a esperança entre as nações ficarem em paz.

Biografia de Valérie Zenatti

Valérie Zenatti nasceu em Nice, em 1970 e, com a idade de treze anos, se mudou com sua família para Israel, onde se estabeleceram em Beersheba, no deserto de Negev. Quando tinha dezoito anos, ela fez o serviço militar, que é exigido de jovens homens e mulheres da mesma forma e logo depois retornou à França. Ela trabalhou lá como au pair, vendedora, jornalista e professor de hebraico. Hoje, ela é um autor freelance, roteirista e tradutor e está profundamente envolvido com o trabalho de Aharon Appelfeld. Seus livros para crianças e adultos jovens, em grande parte inspirados por suas experiências pessoais, se preocupam tanto com as experiências das crianças e as culturas juvenis e as vidas cotidianas de jovens em meio aos conflitos culturais, políticas e religiosas entre Gaza e Jerusalém.Um exemplo disso é »Quand j'étais soldate" (2002; Eng »Quando eu era um soldado", de 2005.), Que descreve seu próprio tempo no serviço militar, dando conta da vida como um soldado do sexo feminino, representando o lento transição da infância para a idade adulta. Ele descreve o caminho do personagem principal, Valérie, a partir de seus exames, através de seu ingresso no exército, às rotinas e exercícios militares e falta de sono e privacidade. O jovem imigrante, cheio de curiosidade, está entusiasmado com seu trabalho em contra-espionagem e, pela primeira vez, sente-se um sentimento de pertença. No entanto, ainda há momentos em que as imagens do inimigo e as razões de seu próprio comportamento tornar-se turva. O autor descreveu sua abordagem para escrever o livro em uma entrevista com o The Times »«: »É mim, mas não sou eu. [...] É a minha história, mas eu escrevi-o como um romance.Não é um livro de memórias exata." Embora haja uma notável ausência de discussão política neste romance para jovens adultos, seu segundo livro, »Une bouteille dans la mer de Gaza" (2005, Eng. »A Garrafa no Mar de Gaza", 2008) reflete sobre a política de Valérie Zenatti confronto em seus primeiros anos em Israel. As vidas anos Tal dezessete na parte judaica de Jerusalém. Depois de um atentado suicida em um lugar público no bairro, ela decide dar uma cara para o chamado inimigo na Faixa de Gaza. Através de mensagens em garrafas e coincidências, ela começa a conhecer a 20 anos de idade Naïm. Os dois se comunicam por e-mail. Esta é uma descrição narrativa do primeiro passo para aproximar-se e superar os estereótipos arraigados de posições culturais e políticas. Valérie Zenatti tem escrito adaptações cinematográficas de livros »En retard pour la guerre" (2006, t: Tarde para a guerra) e »Une bouteille dans la mer de Gaza". O último foi nomeado, em 2007, tanto para o Prêmio Alemão de Jovem Adulto Ficção eo Prêmio Gustav-Heinemann. Valérie Zenatti vive em Paris.